Muitas vezes juntar inúmeros conceitos pré-estabelecidos por outros jogos e que os tornaram únicos pode acabar gerando um game totalmente genérico, sem identidade que não apresenta nenhuma diferenciação do que já vimos por ai….Mas esse não é o caso aqui.

Lançado no dia 26 de abril pela Raw Fury com desenvolvimento da Bytten Studio, Cassette Beasts é um RPG de turnos focado na captura de criaturas ao melhor estilo Pokémon, mas que consegue trazer características próprias e ser único no que se propõe.

Começando do começo

Cassette Beasts se inicia nos dando a opção de escolher nosso nome e personalizar a aparência do nosso personagem, para que logo em seguida sejamos transportados do nosso mundo para uma ilha que posteriormente vamos descobrir ser chamada de Nova Murta, habitada por estranhas criaturas chamadas basicamente de monstros.

Sem saber como ou por quê fomos parar lá, estamos completamente perdidos até encontrarmos uma outra humana: Kayleigh, que será a nossa primeira companheira no jogo e será a responsável por nos apresentar o mundo do jogo e também nos dar nosso primeiro toca fitas, que vai ser gatilho para capturarmos e nos transformarmos nos monstros. A partir daí, a trama se desenrola conosco tentando voltar para nosso mundo, enquanto ajudamos os habitantes de Nova Murta a viverem suas vidas na ilha.

A trama de Cassette Beasts parece bem básica e, na verdade realmente é, porém a forma com a qual ela se desenrola é o que faz desse jogo algo formidável. Pouco a pouco vamos conhecendo mais do mundo, de seu funcionamento e vamos descobrindo que inúmeros humanos de eras e outras realidades diferentes da nossa foram parar ali, com alguns deles sendo recrutáveis para nossa party. No meio disso, descobrimos ainda que foi criado um grupo chamado de Vigilantes, que são responsáveis por trazer ordem e segurança a Nova Murta, sendo eles que enfrentam os Corretores e sua seita, que são pessoas que estão tentando comprar e vender terrenos em Nova Murta para os novos viajantes que são transportados para lá.

Tudo isso, enquanto temos ainda de ter cuidado com os Arcanjos, que são monstros absurdamente poderosos e que podem ser a chave para que nosso viajante finalmente volte a sua terra natal de uma vez por todas.


Definitivamente não é Pokémon

Você percebeu que já num breve resumo da história é possível notar semelhanças com Pokémon e seus mestres de ginásio, a Equipe Rocket e por aí vai, mas Cassette Beasts definitivamente não é Pokémon. É claro, que ele o referencia em vários pontos e dificilmente seria diferente, mas o que o torna um jogo tão bom é a mescla de vários outros elementos.

Se temos o esquema de vigilantes, captura de monstros e tudo mais como elementos de trazidos de Pokémon, temos muitos outros que tornam o jogo excelente. A gameplay é básica e bem intuitiva e não demora até ser dominada. Temos um mundo aberto para explorar, no qual vemos constantemente os monstros caminhado por ele e ao tocarmos, entramos automaticamente em combate contra eles (então nada de encontros aleatórios aqui). Ao fazer isso, usamos nosso toca fitas que foi dado lá no começo do jogo por Kayleigh para que possamos nos transformar nas criaturas.

E aqui já começam as diferenciações, pois além do nosso viajante estar em combate, temos ainda um outro membro formando uma dupla conosco (que podem ser escolhidos pelo jogador conforme a história avança) que também se transforma num monstro para nos auxiliar em combate. Então, além de batalhas 1×1 teremos a maior parte dos combates com nosso dupla contra 1, 2, 3 ou até mais monstros por vez.

O combate é feito em turnos onde a ordem de ação é definida pela velocidade do monstro em questão, com o mais rápido tomando tal ação primeiro. Podemos além de escolher um movimento do nosso monstro, que podem envolver ataques direto corpo a corpo ou a distância, buffs e debuffs ou ataques elementais, podemos escolher utilizar algum item da nossa mochila, fugir do combate (que possui taxas de porcentagem de dar certo ou não) ou ainda gravar um monstro. Ao escolhermos essa opção, escolhemos um tipo de fita que podem ou não possuir características que facilitam a captura e aí escaneamos o monstro em questão.

Já aqui entra uma mecânica bem diferente, pois enquanto escaneado o monstro não é derrotado, mesmo que você zere o HP dele, o que acaba tornando até mais fácil a captura, pois você pode basicamente encher o monstro de buffs negativos e quando perceber que irá derrotá-lo, com um dos membros da party iniciar a gravação e com o outro realizar um ataque para zerar a vida do monstro, facilitando ainda mais a captura (ainda que isso não represente 100% de êxito).

Após gravarmos o monstro, ele é colocado na nossa equipe ou em nosso estoque de fitas que podem ser definidos e detalhados nos acampamentos, que é outra mecânica bem interessante do jogo, pois espalhados por Nova Murta temos vários pontos com fogueiras apagadas, onde podemos montar nosso acampamento e basicamente recuperar o HP de nossos monstros e party como um todo, definir equipe, evoluir nossos monstros, organizá-la e etc, além de ser o local que estreitamos laços com nossos companheiros, pois vez ou outra nos é dado opções de diálogos que aumentam o relacionamento do nosso personagem com os demais que podem acabar gerando até mesmo relacionamentos amorosos para o personagem.

Por fim, existem ainda outros elementos de gameplay que apesar de básicos é possível sentir falta em alguns jogos do gênero, como a capacidade de correr e pular a qualquer momento. Além disso, conforme a história avança vamos ganhando ainda outras habilidades mais específicas.


Tudo é maravilhoso em Cassette Beasts

Você deve estar vendo pelas imagens de divulgação que o jogo possuí um visual bem clássico, utilizando de sprites e tudo mais, porém, tudo é muito bem feito. Cada sprite é maravilhoso, especialmente o dos monstros. O cenário é bem diversificado e a ilha é bem variada, onde temos planícies, florestas, campos, praias, rios, cachoeiras, pântanos, áreas com neve, montanhas e inúmeras cavernas e outros ambientes, cada um com um visual bem único e maravilhoso.

Além disso ainda em vários momentos do jogo temos ilustrações que são simplesmente maravilhosas, com cores vibrantes, um traço muito estilizado que deixa o dá ao jogo um estilo totalmente único.

E num jogo com toca fitas, é óbvio que a trilha sonora seria um ponto importante e olha, QUE trilha sonora fenomenal! Há tempos eu não jogava algo que me dava vontade constante de fazer certas ações somente para desencadear uma música específica do jogo. A trilha sonora original do jogo é completamente fascinante e eu já me peguei em inúmeros momentos cantarolando ela baixinho quando não estava jogando e vale muito a pena ser escutada separadamente.

Ó o bicho vindo…

Vale aqui antes do veredito, um espaço para falar unicamente das criaturas que tornam o jogo tão interessante. Os monstros possuem muito mais uma pegada de Digimon, do que de Pokémon. Eles mesclam coisas do nosso mundo com animais reais, o que acabam gerando criaturas que são fusões entre um caranguejo é um cone ou um semáforo, um gato com televisores e por ai vai.

Com pouco mais de 100 monstros, cada um deles são mega interessantes e não existe um monstro melhor ou pior de fato, uma vez que todos eles são muito similares em seus atributos (com algumas especificidades entre si) e os poderes deles são definidos por adesivos, o que permite que o golpe de uma criatura seja transferido para outra e por ai vai, o que torna a forma de jogar muito customizável pelo jogador.

Cada criatura por sua vez é de um tipo, que pode ser desde um elemento básico como terra, fogo, água ou ar, até elementos chamados de “impuros” no jogo, como plástico, metal ou vidro, além de termos outros tipos como monstros do tipo fera ou purpurina por exemplo e, o mais legal disso tudo, é como cada tipo reage um com o outro. É de se imaginar que um monstro do tipo fogo tenha desvantagem contra um tipo água certo? E de fato isso acontece, mas por exemplo, caso você ataque um monstro de fogo com uma ataque de água além do dano ser multiplicado, a criatura de fogo terá sua defesa e ataque reduzidos.

Mas caso a criatura de fogo ataque a de água, ele dará inicio a uma “reação”, onde o fogo irá evaporar a água e isso dará bônus de cura para a criatura aquática. Enfim, é extremamente variada a quantidade de reações que são geradas e dominá-las é parte fundamental da estratégia de combate e da forma de se jogar.

É válido ainda mencionar que as criaturas vão ganhando estrelas, que representam seus níveis de evolução e, ao chegar a 5, quando você acampa é possível evoluí-la e muitas delas possuem variações que podem ser definidas pelo próprio jogador. Por exemplo, você pode definir uma evolução focada em força física ao invés de agilidade, ou o inverso. Ou então você pode preferir que seu monstro evolua para o tipo “Astral” e não para o tipo Fera e por ai vai. O tipo de ataque que seu monstro está equipado pode alterar sua evolução e até mesmo o período (dia ou noite) pode ter influência nisso.

Por fim, vale citar uma mecânica de combate absurdamente boa, que são as fusões. Como combatemos em dupla, caso tenhamos um laço de afinidade com o membro em questão, é possível usar uma fusão, onde os dois monstros são combinados para formar uma criatura totalmente nova e absurdamente poderosa. O mais legal disso é que simplesmente qualquer criatura é passível de fusão no jogo, o que acabou gerando mais de quatro mil criaturas únicas. Sim, você não leu errado. Existem mais de quatro mil possibilidades de fusão no jogo e o mais divertido é que não são apenas os protagonistas que a utilizam. Em muitos momentos você pode acabar se deparando com fusões inimigas ultra poderosas e assim ver ainda mais combinações de criaturas.


Conclusão

Finalmente chegamos a um veredito. É possível notar pelo que foi falado até agora que Cassette Beasts possui muitas características próprias e conseguiu se tornar algo original, mesmo que a primeira vista pareça ser mais do mesmo. O jogo não é perfeito é claro, ele possui alguns defeitos, como por exemplo o fato de que no início a locomoção pela área do jogo é difícil por não termos as habilidades de personagem necessárias ainda e as vezes pode ser frustrante ter que dar uma volta absurda para algo que está literalmente um passo a nossa frente.

Ou ainda a trilha sonora, que apesar de simplesmente fabulosa não é tão extensa. Não temos tanta variedade de músicas assim no jogo, ainda que as que tenhamos sejam formidáveis, com o tempo pode acabar enjoando de alguma delas. A dificuldade também um fato a ser citado e tido como algo que precisaria ser melhorado, pois o jogo acaba sendo fácil demais as vezes, mesmo definindo níveis de dificuldade mais altos, acaba que em certos momentos não temos desafio no jogo.

Em todo caso, apesar desses detalhes Cassette Beasts é uma das melhores surpresas que tive recentemente no mundo dos games. Ainda que utilize de uma fórmula batida, ele é conseguiu seu ponto de originalidade para se tornar único. É um jogo que te dá cada vez mais vontade de jogar e fazer tudo que é possível nele. Eu terminei o jogo tendo feito tudo o que podia e me surpreendi que havia um excelente pós game que estende ainda mais a aventura e em nenhum momento senti que “Já estava bom”. Com quase 50 horas de jogo eu fiz o 100% e confesso que espero ansioso por DLC’s pois ainda ficou um gostinho de quero mais.

Os laços entre os personagens são formidáveis e você realmente passa a se importar com eles e com seus monstros, ainda que a história não seja tão complexa e bem desenvolvida. As batalhas são muito divertidas e as mecânicas do jogo num geral são ótimas e tudo isso somado ao fato de que você assim como seu viajante, vai descobrindo o mundo em que foi jogado torna o jogo uma ótima experiência.

Numa era onde muitos fãs estão saturados da fórmula de sempre de Pokémon, Cassette Beasts vêm como um sopro de novidade de algo que já vimos anteriormente e torço ferrenhamente para que esse tenha sido o nascimento de uma próspera e longeva franquia.


A franquia Raiden já é velha conhecida dos fãs de shoot’em up (os famosos Shmups) e o mais recente jogo da franquia, Raiden IV x MIKADO remix, chegou. Assim, o jogo está disponível para PC, Playstation e Xbox nas Américas graças a distribuição da NIS. Marcando o aniversário de 30 anos da franquia, esse remake é uma carta de amor aos fãs do gênero.

Inicialmente, Raiden IV x MIKADO remix já havia sido lançado para Nintendo Switch, porém agora chega a novas plataformas e é um exemplo de como um bom remake deve ser. Ele teve seus visuais renovados, muito conteúdo adicionado e trilha sonora remixada pelo Game Center Mikado (o que justifica o nome do jogo).

Um convite a novos jogadores…

Shmups são conhecidos pelo festival de balas e inimigos na tela que exigem do jogador certa destreza, pois aqui, com apenas um tiro você perde uma de suas preciosas vidas. Há quem ignore ou despreze esse tipo de jogo pela alta dificuldade envolvida no meio. Afinal, muito desses jogos se tornam quase impossíveis de serem finalizados e não é muito difícil conhecer jogadores que sequer passam da primeira fase de um jogo desse estilo.

Contudo, no caso de Raiden IV x MIKADO remix, ele se torna um excelente ponto de partida para qualquer um que não só queira conhecer a franquia Raiden, mas também a começar jogar shmups. Nele, ao contrário do que é visto em muitos jogos do gênero, temos a opção de escolha de dificuldade, que vai do Very Easy ao Very Hard, permitindo assim que o jogador se adeque da melhor forma possível.

Não necessariamente o jogo se torna fácil nos níveis mais baixos, pois a chuva de balas continua presente na tela. Porém, a velocidade das balas e a quantidade de inimigos dão uma leve reduzida. Por outro lado, nos níveis mais difíceis é necessário certa proficiência no estilo.



A forma de jogar é completamente simples, pois basicamente temos que movimentar nossa nave se esgueirando entre balas e inimigos enquanto atiramos sem parar. Não existe lá uma lista de movimentos, pois além de andar pela tela e atirar temos ainda a opção de usar especiais, que são bombas que tendem a limpar a tela quando utilizados. Inclusive, o que torna o jogo fácil de se jogar, apesar de ser difícil dominá-lo.

E por falar em naves, temos 3 opções de naves (sendo que uma delas é na verdade uma fada) para utilizarmos. Além do visual, a única diferença prática entre elas é o golpe especial que cada uma utiliza, mas em resumo, com a mesma finalidade.

Além disso, também pegamos pelas fases novas “opções de arma”, que ficam flutuando pela tela e possuem dinâmicas diferentes, além de irem evoluindo conforme se conquista bônus que aumentam o dano e área de tiro.

…Mas também uma carta de amor aos fãs

Se o jogo por si só é uma ótima porta de entrada para shmups, os que já estão familiarizados com gênero irão amar esse jogo ainda mais. Afinal, a essência do que torna esse tipo de jogo bom está toda ali, desde a incrível variação de inimigos e cenários, até as batalhas contra chefões absurdamente épicas.

O que já era bom foi ampliado e o conteúdo adicional pode não parecer tão relevante numa primeira olhada, mas amplia o fator replay do jogo de forma incrível. Então, os cenários antigos retornaram e novas fases também foram adicionadas, bem como as músicas clássicas foram remixadas e estão melhores do que nunca.

Mas sem dúvida o que é mais relevante são os modos de jogo que vão do clássico Arcade, onde você deve ir progredindo sem morrer para fazer uma determinada pontuação buscando superar recordes e também o Overkill Mode, onde você ressurge de onde parou quando perde todas as suas vidas, permitindo assim que você termine o jogo (ainda que volte para a primeira tela quando você derrota o último boss).

Todos esses elementos ainda podem ser compartilhados com um amigo, já que o jogo tem a opção de ser jogado em co-op local com um amigo ou através de um link via Steam, o que só melhora a experiência.



Uma aula de remake

Nem tudo é perfeito. É claro que o jogo possuí lá seus defeitos ou certos detalhes que deixam a desejar. Por exemplo. a falta de variedade de armas e naves para serem usadas, ou ainda o fato do jogo possuir bordas pretas que podem incomodas alguns jogadores mais exigentes.

Mas em resumo, Raiden IV x MIKADO remix é uma aula de como fazer um remake, pois a essência de tudo o que o jogo e a franquia são estão aqui tendo seus pontos fortes sendo explorados ao máximo. Ainda, recebendo um visual renovado e de encher os olhos, com novos modos de jogo adicionados que trazem um fator replay bem alto e uma trilha sonora que está melhor do que nunca.

Para fãs do gênero shoot’em up, esse é um título obrigatório, ainda mais no cenário atual onde é raro ver lançamentos do tipo, especialmente por grandes empresas. Para quem não tem familiaridade ou não gosta do gênero, pode ser esse uma ótima forma de talvez rever os conceitos e passar a conhecer melhor esse tipo de jogo altamente viciante.



Desenvolvido pelo estúdio brasileiro Mantra, em parceria com a Sinergia Games e distribuído pela Graffiti Games, Elderand é um RPG de ação 2D. Ele chegou dia 16 de fevereiro para PC, Nintendo Switch, Playstation 5 e Xbox Series S|X.

Combinando mecânicas já estabelecidas de jogos como Castlevania e Metroid, com toques de Dark Souls, tudo num contexto Lovecraftiano, Elderand não se diferencia pela originalidade, mas se destaca pela qualidade de cada elemento que foi empregado no jogo.

Um estranho sem nome

O jogo começa com a possibilidade de personalizar o nosso protagonista (ainda que tenham modelos pré-definidos e pouco variados). Ele é um mercenário sem nome que chega de barco a uma ilha desconhecida e assolada por algum mal até então desconhecido. Lembrando bastante de como funcionam os jogos da franquia Souls e da From Software como um todo, aqui a história não se apresenta de forma direta e clara. Ao contrário, se revela por meio de poucos diálogos, textos de itens e algumas passagens bem específicas enfrentando alguns inimigos. Além disso, chegando em determinadas áreas temos muito mais um contexto geral do que está acontecendo do que de fato informações claras.

Isso não é de forma alguma um ponto fraco no jogo. Afinal, essa forma de contar uma história acaba casando perfeitamente com seu gênero e com a clara intenção que o jogo tem de fazer você explorar uma terra desconhecida. No entanto, o que fica bem nítido além das influências da saga Souls por aqui é também a influência do universo de Lovecraft.

Os próprios cenários te trazem essa sensação, abusando de ambientes góticos e obscuros. Junto de inimigos que parecem ter saltado das páginas de algum conto do escritor, sendo bem originais apesar da clara referência. Eles também têm um design bem interessante e que por si só servem para contar a história que estamos vivendo com nosso mercenário.


O ponto alto

O gênero Metroidvania por si só é bem característico e ao longo dos anos vem cada vez mais sendo explorado e gerando excelentes jogos. É só vermos games como Dead Cells, Hollow Knight, Ori e muitos outros, que se tornaram clássicos atuais e usufruem da melhor forma possível o que esse tipo de level design têm a oferecer.

Então, com Elderand não é diferente. A Mantra e a Sinergia Games souberam explorar todo o potencial que o jogo possui como um metroidvania, criando cenários que funcionam muito bem com o backtracking. Com isso, deixaram bem claro para o jogador que há mais coisas para explorar naquele local e até mesmo qual mecânica é necessária para isso.

Mas é claro, pelo descrição anteriormente é de se imaginar que a história de Elderand não seja seu ponto forte. Ao contrário, isso fica a cargo de sua gameplay, mecânicas e como o jogo funciona de uma forma geral. E aqui sim é o ponto que deve ser mencionado e o responsável por colocá-lo no alto da prateleira dos melhores jogos nacionais.

Já definimos Elderand como um metroidvania, que eu diria que é muito mais uma mecânica de level design do que de fato um gênero pré-estabelecido. No entanto, ele também pode (e deve) ser definido como já mencionado, como um jogo de RPG de ação.

Afinal, o jogo permite que você escolha o tipo de arma que vai utilizar, armaduras e ainda te deixa livre para escolher como melhor usar os pontos de atributos para montar como achar melhor sua build. Porém, não vá esperando nada ultra refinado como nos RPG’s mais clássicos, podendo escolher cada detalhe da composição das habilidades do seu personagem. Até porque muitas delas são adquiridas como forma de dar continuidade ao gameplay e não opcionais para melhor se adequar a forma de jogar.

Habilidades

E por falar em habilidades, eu diria que essa é uma das melhores coisas que esse jogo traz. Não de fato as habilidades em si, pois elas num geral são genéricas e já presentes em outros jogos. É a forma como elas são introduzidas ao longo do jogo.

Hoje dia é comum vermos jogos que possuem mil recursos para seu personagem. Em contrapartida, muitos dele acabam fazendo o jogador se perder com tantas opções bruscamente inseridas. Em Elderand, você aprende uma nova habilidade e tem tempo para se acostumar e se adequar a ela e como usufrui-la da melhor forma possível para seu jeito de jogar.


Tudo isso junto de uma gameplay básica, mas bem viciante faz com que no final do jogo você já tenha elaborado sua própria forma de jogar. Seja usando movimentos mais rápidos, esquivas e contra-ataques, ou indo com pura força bruta. Ambos os casos funcionam para derrotar seus inimigos desde que você os domine.

Com isso, pode-se dar a entender que eles são implacáveis como num Soulslike, o que não é bem verdade. Ainda que eles não sejam exatamente difíceis, também não são fáceis e oferecem um bom desafio para quem joga. Inclusive, até mesmo alguns inimigos comuns podem te deixar com uma baixa quantidade de vida e fazer você temer pelo Boss daquela área. Nada que uma das fogueiras que servem de checkpoint no jogo não possa ajudar.

Por fim, ainda falando dos inimigos, vale um parágrafo aqui para citar especificamente os chefões do jogo. Eles são incríveis e bem criativos e casam muito bem com toda a atmosfera que o jogo tenta criar. Além disso, eles servem como amarras da história e para deixar bem claro que você está no caminho certo no final das contas.

De novo essa música?

Se o jogo traz um visual até bem original, utilizando uma pixel art mais atual e estilizada, com ótimos jogos de luz e sombra, o mesmo não pode se dizer da trilha sonora e dos efeitos sonoros como um todo. As músicas do jogo não são ruins, de forma alguma. No entanto, elas acabam ficando enjoativas e se parecem muito umas com as outras no final das contas. Assim, depois de algum bom tempo jogando acaba ficando até um pouco irritante de ouvir.

O mesmo vale para os efeitos sonoros que parecem escolhidos de alguma biblioteca de sons sem muita assertividade. Afinal, eles causam aquela clássica sensação de “já ouvi isso”. Desde o barulho de pancada ou corte nos inimigos, os próprios barulhos emitidos pelas criaturas que enfrentamos e coisas do tipo parecem não ter a mesma atenção que os demais pontos do jogo tiveram. Não que isso estrague a experiência, de forma alguma. Porém, é algo que mesmo o menos chato dos jogadores acabará percebendo com o tempo de gameplay.


Considerações Finais

Elderand não traz inovações ou elementos únicos que o tornam um jogo fascinante e uma obra-prima de jogar. Mesmo assim, isso não significa que ele seja um jogo mediano ou até mesmo um bom jogo. Ele é mais do que isso. Elderand abusa do básico e pega elementos já consolidados e os dá toda a atenção merecida, refinando esses pontos e o tornando um ótimo jogo, ainda que não traga inovações.

Sabe aquele arroz com feijão, que é básico, sem invenções e nada rebuscado como um prato de um chefe internacional, mas que é um ótimo feijão com arroz e não precisa ser nada além disso? Isso é Elderand. Ele é magnífico no que se propõe a fazer e é um dos melhores jogos nacionais que tive o prazer de jogar. Mais do que isso, é um dos melhores metroidvanias que já pude experimentar (tenha em mente que isso está sendo escrito por alguém que tem esse subgênero como um dos preferidos). Com toda certeza deveria receber mais atenção pelo que conseguiu fazer.


Pouco mais de 4 anos após o lançamento dessa nova saga, Kratos e Atreus retornam em God of War: Ragnarök para o desfecho da história nesse cenário nórdico. Antes de mais nada, é importante dizer que este Review irá conter SPOILERS relevantes do jogo em questão e também de seu antecessor, então, caso continue a leitura, será por sua conta e risco.

God of War: Ragnarök foi um dos jogos mais aguardados do ano (se não O mais), e não à toa. Em 2018 fomos agraciados com o primeiro jogo da série nesse novo formato, com um Kratos bem mais velho e maduro junto de seu filho Atreus, agora envolvendo todo o rico panteão da mitologia nórdica, numa jornada aparentemente simples, de apenas espalhar as cinzas da falecida Faye no ponto mais alto dos nove reinos. Como se o choque do retorno do Deus da Guerra já não fosse o suficiente, tê-lo muito mais calmo e sábio e tendo ainda seu filho em sua jornada nos apresentou um lado muito mais profundo e uma história muito mais envolvente do que jamais se viu antes na série. Em Gof of War: Ragnarök isso não foi diferente.

No jogo de 2018, ao fim da jornada, temos a revelação numa profecia de que na verdade Atreus pertencia a raça dos gigantes e seu nome era Loki. A tal profecia ainda mostrava que no Ragnarök, o equivalente ao apocalipse na mitologia nórdica, seria ele o responsável por matar Kratos em algum momento. Com isso em mente, o mais novo jogo da Santa Monica Studios traz o desfecho da história de pai e filho aprofundando ainda mais os laços entre os dois, gerando muito mais conflitos e levantando várias questões, como por exemplo, se fazemos o que fazemos graças ao destino a nos incumbido, ou se as nossas escolhas são o que definem o nosso futuro, que por sua vez é completamente mutável.

Maturidade e sabedoria

Os que jogaram os jogos clássicos de God of War devem se lembrar daquele Kratos impulsivo, completamente raivoso e sem piedade alguma. No jogo de 2018, por outro lado, vemos um Kratos mais maduro, mais sábio e muito mais calmo, algo completamente diferente de sua antiga versão. Porém, agora em Ragnarök, o que vemos é uma versão ainda mais profunda do matador de deuses, que está aprendendo com seus erros e literalmente lidado com questões normais de um pai. Por exemplo, como ser próximo de seu filho e fazer o possível para entendê-lo, além de ter se tornado até mesmo um pacifista em certos momentos, abdicando do combate mesmo quando o momento pediria um. Algo até então impensável para o Deus da Guerra.

Por outro lado, temos Atreus, aqui já mais velho e também mais maduro. Se no jogo anterior temos o jovem garoto descobrindo o que é ser um Deus e suas capacidades, aqui temos um adolescente ciente de seus deveres. De qualquer forma, ainda confuso com quem de fato ele mesmo é, procurando por respostas e tendo muitas vezes conflitos naturais com seu pai, acreditando que ele não o entende. Porém, não enxerga que no final, tudo o que Kratos busca é protegê-lo.

Logo nos momentos iniciais (que é inclusive um dos começos de gameplay mais intensos da franquia como um todo) temos Kratos e Atreus sofrendo um ataque de Freya. Esta havia surtado no jogo anterior após o Deus da Guerra ter matado seu filho, Baldur. Agora buscando vingança, ela constantemente ataca a dupla, que para a surpresa de todos, evita o conflito a todo custo. Kratos simplesmente se recusa a atacá-la, mesmo quando ele próprio esta com sua vida em perigo. Após uma fuga bem sucedida, temos a chegada de um dos personagens mais impactantes desse novo jogo: O Deus do Trovão, Thor. E como se não fosse o suficiente, surge na sequência Odin, o pai de todos.

O deus supremo da mitologia nórdica oferece uma trégua a Kratos com vários benefícios, apenas pedindo que ele também desistisse de se preparar para um combate entre eles e claro, que o garoto Atreus parasse de procurar Tyr. Aqui, temos o início de algo que irá ser uma das bases do jogo, já que Kratos não sabia da procura do filho, que preferiu omitir a situação. E isso acontece mais de uma vez ao longo da história, com Atreus constantemente mentindo para seu pai, que por sua vez cobra sinceridade do garoto, mas também não se sente confortável em confiar nas escolhas do filho, que por esse motivo, prefere mentir para seu pai.

Em suma, o jogo segue com a premissa de Atreus buscando reconhecer quem é de fato e a procura por essas respostas acaba fazendo ele descobrir que seu pai morrerá na profecia do Ragnarök e por sua vez, a sua busca se torna impedir que isso aconteça, mesmo que isso signifique se aliar momentaneamente à aquele que jamais deveria ser um aliado: o próprio Odin.

Personagens marcantes

Além dos protagonistas, temos mais personagens secundários do que o jogo de 2018, extremamente marcantes. Por falar em protagonistas, seria uma injustiça não adicionar Mimir, a cabeça falante do homem mais inteligente do mundo que acompanha Kratos em sua cintura. Os diálogos o envolvendo são sempre ótimos, com ele tendo um papel ainda mais fundamental nessa história, agindo muitas vezes como um conselheiro para o Deus da Guerra e como uma espécie de avô para Atreus.


Brok e Sindri ficaram ainda mais geniais e o aprofundamento na história dos dois tornou tudo melhor. Além disso, temos ao lado dos protagonistas outros personagens incríveis, como o próprio Tyr, que é o Deus da Guerra da mitologia nórdica que simplesmente abdicou do combate. Ou então a própria Freya, que após uma jornada pessoal desiste de matar Kratos e passa a ser uma importantíssima aliada e trás consigo o seu irmão Freyr e sua armada, preparada para o Ragnarök.

Além disso, é claro, precisamos falar dos vilões que são simplesmente icônicos. Temos um Thor brutal, raivoso e totalmente impiedoso, se provando um dos inimigos mais poderosos que Kratos já enfrentou em sua jornada (inclusive, vale ressaltar a batalha no início do game entre os dois que é simplesmente memorável). Temos também Odin, que foi feito com uma maestria sem igual. A todo instante você é lembrado que ele é alguém ardiloso, extremamente calculista e inescrupuloso, com Tyr, Mimir e Freya constantemente fazendo questão de dizer a Kratos e a Atreus (e ao jogador) os atos terríveis cometido pelo pai de todos. Porém, a forma como ele aparece em cena, sempre benevolente, carismático e até mesmo tentando apresentar um certo coleguismo e vitimismo, as vezes nos faz até se questionar se ele é realmente esse vilão inescrupuloso que todos falam. Mesmo que saibamos disso.

Por fim, vale também lembrar um dos personagens mais insuportáveis da franquia. Heimdall, o deus mais fiel a Odin, tem a capacidade de nos fazer odiá-lo em sua primeira linha de diálogo. Quando Atreus vai parar em Asgard e sobe a grande muralha, ele se encontra com Heimdall, que possui a capacidade de ler pensamentos e portanto consegue descobrir as intenções de Atreus de matar Odin. Isso faz com que ele constantemente provoque o garoto e inclusive tenha um rápido combate entre ambos, com o devoto a Odin sendo simplesmente intocável, o que serve apenas de combustível para a luta contra Kratos, onde mais uma vez vemos o Deus da Guerra ser misericordioso e inclusive ter pena do inimigo prestes a ser morto.

Um mundo vasto e totalmente rico

Recentemente temos visto uma exigência cada vez maior em relação a side-quests em jogos. Ter um mundo grande e explorável não é o suficiente se esse mundo não é rico e não possui vida. Em God of War: Ragnarök temos simplesmente os 9 reinos a serem explorados e é ótimo ver como ele são repletos de coisas a se fazer e cantos para se explorar. Inclusive, não só em relação aos segredos e puzzles disponíveis, mas também às missões secundárias que são realmente interessantes e nos fazem nos aprofundar ainda mais na história. Afinal, elas acabam revelando algo sobre os personagens secundários da trama, ou até mesmo mostra pontos de evolução e amadurecimento de Kratos. Ainda mais, muitos dos diálogos e registros fazem um link direto com os jogos antigos e vão trazer uma pancada nostálgica bem grande para os fãs de longa data da franquia.


Cada reino é bem diferente um do outro. Temos uma midgard totalmente congelada e devastada pelo Fimbulwinter e, para minha surpresa, totalmente diferente da do jogo anterior, mostrando que houve uma preocupação em trazer algo novo e não somente em reaproveitar o que já havia sido feito antes. Além disso, todos os outros reinos são maravilhosos com características únicas, como Vanaheim, com uma flora simplesmente sem igual, ou ainda Muspelheim, que se apresenta ainda mais ameaçador e realmente traz uma sensação de algo infernal ao jogador.

A gameplay esta refinada, mas…

A mudança no estilo de jogabilidade foi sem dúvidas a maior mudança na franquia até hoje. Uma câmera mais intimista, seguindo Kratos acima do ombro quase numa visão lateral nos aproxima ainda mais do personagem e seus atos e, com isso, a jogabilidade também mudou. O combate se tornou mais cadenciado e estratégico do que o antigo esmagar de botões característico da franquia. Aqui, ele foi ainda mais refinado e algo curioso é notar a diferença conforme o personagem que controlamos.

Enquanto com Kratos temos uma jogabilidade mais pesada, dura e quase travada. Nos momentos que jogamos com Atreus, notamos que essa sensação é causada de forma proposital, pois jogar com o garoto é completamente diferente. Além do fato de fazermos grande uso do arco e flecha, Atreus é mais jovem, mais leve, mais ágil, mais rápido e também mais fraco que seu pai. Portanto, a forma de jogar com ele é completamente diferente, muito mais fluída, mais veloz e a quantidade de golpes para abater um inimigo é maior (ainda que o tempo para derrotar um oponente seja similar).

É importante salientar também o diferente uso das armas aqui. Além do machado Leviatã, já começamos o jogo com as características Lâminas dos Caos de Kratos, que podem ser utilizadas de formas estratégicas bem diferentes, já que as lâminas permitem ataques a longa distância. No entanto, aparentam dar menos dano, enquanto o machado é muito mais poderoso, mas requer um combate mais curto e possui uma capacidade de ano em área bem menor.

Ganhamos ainda na metade do jogo a Draupnir, uma lança feita com um anel místico de mesmo nome, que permite a Kratos multiplica-la e inclusive muda um pouco a forma de jogar, já que ele combina ataques a distância com ataques curtos e pude notar até que deixa o combate mais rápido.

E por falar no combate, que é a parte essencial do jogo, ele segue primoroso, porém, o sistema de lock on, onde focamos num determinado inimigo é um pouco…Desastroso. Ele muitas vezes mais atrapalha do que ajuda e não é nada assertivo, sendo que eu preferi usa-lo poucas vezes durante o jogo graças a essa falta de qualidade, que pode ser descrita como um dos poucos defeitos realmente relevantes do jogo.

Por fim, um ponto a ser levantado é sobre a dificuldade do game. Contando com níveis que equivalem do “Very Easy” ao “Very Hard”, isso realmente impacta na forma de jogar. No modo fácil, os inimigos dão pouco dano, não possuem lá muita resistência e são um tanto quanto burros… Já no modo mais equilibrado, até os jogadores mais experientes e familiarizados com o combate podem acabar sofrendo em alguns inimigos ou uma horda deles, que passam demonstrar alguma estratégia no combate. Porém, o verdadeiro desafio está no modo “Quero God of War”. Aqui o jogo é simplesmente impiedoso. Os inimigos são absurdamente fortes e resistentes, muitas vezes derrotando o jogador com 2 ou 3 hits e usando de estratégias avançadas no combate. Tendo isso em mente, saiba bem qual dificuldade escolher para jogar (é possível mudá-la durante o gameplay, porém, a dificuldade mais difícil só está disponível no começo do jogo, depois disso é possível apenas reduzi-la.)

Considerações Finais

Muito se falou sobre God of War: Ragnarök ser uma ‘Gigante DLC” do God of War 2018, afinal, apresenta gráficos iguais e nada de inovação. Realmente, os gráficos são iguais e não tivemos nenhuma inovação técnica. Porém, isso não o diminui como jogo, pois God of War: Ragnarök é uma das jornadas mais épicas e emocionantes no mundo dos jogos. Acompanhamos uma história de aprendizado de vários os lados, bem como o próprio jogador aprende com o jogo e com os acontecimentos nele. O jogador vai se emocionar, se irritar e sorrir com a história apresentada.

O visual está mais bonito do que nunca, ainda que os gráficos sejam os mesmos. A trilha sonora é simplesmente impecável e a vontade de jogar sem pausa é extremamente presente, ainda que seja quase impossível. Afinal, o jogador levará em torno de 22 horas para terminar apenas a história e pode levar tranquilamente mais que o dobro disso para fazer o 100%, que inclusive é divertidíssimo e nada maçante.

God of War: Ragnarök é um jogo obrigatório não só para fãs da franquia ou donos de Playstation 4 e 5 (e futuramente PC, já que é previsto que o game saía em algum momento para a plataforma), mas é uma obra-prima a ser vivenciada e experenciada por fãs de videogames e boas histórias, fechando com chave de ouro a jornada de Kratos no panteão nórdico.



Após algum tempo sem dar as caras, a franquia Monster Hunter voltou aos holofotes em 2018 com o título Monster Hunter: World, produzido e publicado pela Capcom seguindo a linha que tornou o RPG de Ação tão popular e está disponível para PlayStation 4 e Xbox One desde 26 de janeiro de 2018 e para PC desde 9 de agosto do mesmo ano.

Iniciando a caçada!

O jogo nos coloca na pele de um caçador pertencente a Quinta Frota, que foi convocado pela Comissão de Pesquisa a dar maior suporte no Novo Mundo. Algo interessante logo de cara, antes mesmo do início de gameplay, é a possibilidade escolher entre diversas línguas de dublagem (infelizmente o português não é uma delas), dentre elas o idioma oficial do jogo, o que por si só já bem curioso.

Após isso já somos inseridos naquilo que para muitos é uma das partes mais divertidas de um RPG: A customização de personagem. Nesse ponto existem algumas limitações, mas nada que tire a diversão. É possível escolher entre diversos tipos de penteados, cores de pele, cabelo, olhos e afins, além de um ou outro detalhe. Após isso, entramos na tela de customização dos nossos queridos Amigatos (ou Palicoes no original), que também é uma parte divertida da criação.

Depois de tudo isso, somos finalmente introduzidos com um vídeo que nos apresenta aquilo que será o nosso foco nessa história: Os Elder Dragons.

Após sermos resgatados somos introduzidos a Asteras, o acampamento base de toda a comissão de pesquisa e, é ai que as coisas podem ficar complicadas para os caçadores de primeira viagem. É um tanto quanto confuso andar pelo acampamento dado a quantidade de caminhos a serem visitados. Nem mesmo um tutorial básico que te faz perambular pelo local ajuda nesse quesito e é comum você se sentir perdido procurando algum local como a forja, o restaurante ou o seu quarto.


Uma coisa que talvez muitos tenham tido a impressão, é que o jogo se assemelha (e muito) com um MMORPG clássico, que possui uma cidade central aonde os players costumam se reunir e dali decidem para onde ir. Talvez os mais acostumados com esses jogos sintam mais facilidade, mas como dito, é comum se sentir perdido por aí.

Logo após a introdução somos finalmente introduzidos a escolher a nossa arma (mas não se estresse, é possível testar e trocar por qualquer outra a qualquer momento campo de treinamento) e ela realmente impactam na forma como o game é jogado. Se escolhemos uma arma pesada corpo a corpo, os golpes serão mais lentos, porém muito mais poderosos, ao contrário de armas leves, que contam com pouco dano mas é muito mais rápido realizar combos.

Depois disso tudo começamos finalmente a primeira missão oficialmente aonde colocamos em prática a nossa alcunha de caçador e, novamente, para os jogadores de primeira viagem, o game pode ser um pouco confuso. O gameplay é bom, fluído e não apresenta grandes dificuldades de fato, a não ser quando enfrenta mais de um inimigo ao mesmo tempo. Quando usamos o recurso de travar a “mira” (mesmo com armas corpo a corpo) de inicio pode parecer algo um pouco desajeitado e até um pouco difícil alternar entre os inimigos, algo que assim como outras mecânicas basta o mínimo de dedicação do jogador para se adaptar.

O jogo inicialmente foi extremamente bem recebido pelos fãs, tanto que pouco menos de 1 ano após seu lançamento, em 9 de janeiro foi lançada a expansão Iceborne, que traz muito mais conteúdo para os caçadores desfrutarem.


A expansão não traz lá grandes diferenças do que vimos no começo, sendo realmente uma expansão focado em conteúdo e que realmente trouxe uma vida nova ao jogo, ao nos colocar na Fronteira Glacial e apresentar novos poderosos monstros (e até trazer alguns já conhecidos da franquia de volta).

Só tenha atenção, pois essa DLC é destinada aos caçadores mais experientes, que estejam num alto nível e claro, que já tenha terminado o jogo base anteriormente.


 Não é novidade que os jogos da Rockstar sempre possuem uma qualidade absurda e, mesmo achando que não tem para aonde melhorar, eles conseguem. Não é diferente em Red Dead Redemption II, jogo que antecede os acontecimentos do primeiro RDR.

 Este jogo já é um clássico e precisa ser jogado por quem ama games, entretanto, ele pode não ser para você. Com essa frase, da-se a entender que se trata de um jogo complexo, chato ou até com um estilo muito único. Em parte é um pouco dos três. Mas antes de falar disso, falarei de aspectos técnicos do game.

Jogabilidade

 Este é um dos pontos delicados a se tocar. A Rockstar nunca fez jogos com jogabilidades ruins, desde Max Payne, até GTA V e agora RDR. Os comandos são bem distribuídos pelo controle, sem causar muitas confusões para o jogador. Entretanto nem tudo é perfeito. 

Algumas coisas que aparentemente são simples as vezes nos prejudicam, como por exemplo quando queremos falar com alguém, e um dos botões de resposta é o mesmo de sacar sua arma. Pronto. Foi o necessário para causar uma confusão e ter sua cabeça procurada. 

 A jogabilidade as vezes é meio travada, pesada. Talvez tenha sido a intenção do jogo, mas ainda sim poderia abrir espaço para melhorias. Sem contar o gameplay com armas que nunca foi um primor da Rockstar, mas aqui em RDR parece estar inferior até ao GTA V. 

Outro ponto a se considerar, é que, só de você esbarrar ou encostar que seja em alguém na rua, a pé ou com seu cavalo, já é o suficiente para causar uma briga. Mas nem só de negatividade vive a jogabilidade. O controle do cavalo, é fenomenal, mesmo com o peso dito e afins. A Gameplay de RDR é algo a se "acostumar" por assim dizer, talvez a realidade altíssima empregada tenha prejudicado um pouco. Mas a física, a disposição de comando e afins ainda sim é algo bom.

Gráficos

 Ã‰ quase que indescritível a sensação que este jogo traz. Os gráficos são simplesmente absurdos e um dos melhores (se não o melhor) da geração até agora. Quem jogou, posso afirmar mesmo sem conhecer, que ficou deslumbrado com as paisagens exuberantes, apenas parado com seu cavalo em alguma montanha ou desfiladeiro, observando o sol que se põe. 

Este é com certeza um dos pontos altíssimos dos game. O Gráfico te convence. É tudo muito lindo. Os efeitos de luz e sombra, a ambientação fenomenal que passa desde desfiladeiros até montanhas, desertos, lugares com neve, rios, pântanos. É tudo fenomenal. Outro ponto é a expressão facial dos personagens que é maravilhosa e te convence do sentimento que está tentando ser jogado ali. 

As texturas também são incríveis, como o pelo dos animais, ou o couro, a vegetação, o céu que é simplesmente maravilhoso. Aqui não consigo citar nenhum defeito.

História

 E é aqui aonde o jogo pode pecar para alguns e para outros nem tanto. O jogo é um Prequel, que conta a história de Arthur Morgan, um dos membros da gangue de Dutch Van Der Linde, o mesmo vilão do primeiro RDR. 

A história gira em torno da gangue tentando ganhar dinheiro para que larguem a vida de nômades e finalmente se estabilizem como cidadãos. Na história vemos alguns nomes conhecidos do primeiro game, até mesmo vemos John Marston e sua família. Arthur é um personagem fenomenal. O meu preferido dos games. Sim, chegou a este ponto. 

Arthur não é necessariamente um vilão, nem um herói, ele é apenas um sobrevivente e isso fica muito claro. Arthur é um homem frustrado com sua vida, pois não possui nenhuma conquista significativa de fato e, como a história corre ao longo do jogo é simplesmente fenomenal. 

 O jogo possui temática de velho oeste e, para os que são fãs como eu e consomem mídias relacionadas, sabem que filmes com esta temática, normalmente mais antigos, possuem uma história mais arrastada, mais lenta e que não acontece reviravoltas mirabolantes de uma hora para outra, tudo é esculpido aos poucos, como se montássemos um castelo de areia grão a grão usando uma pinça. Tudo faz sentido no game. E é isso que pode não ter agradado muitos ao longo do game. 

A história se arrasta, é lenta e as vezes parece chata por demorar a culminar em grandes feitos. Mas aqui acaba sendo do gosto de quem joga e não um problema técnico de fato. 


Música e Sons

 Aqui é outro ponto aonde o jogo brilha. Eu particularmente sou fã de trilhas sonoras de velho oeste, de todo aquele clima pesado e que te transporta até essa era. E isso RDR faz com maestria. Desde músicas instrumentais e até cantadas. Todas são perfeitas e se encaixam muito bem em com o momento em que tocam. Até mesmo as cantigas na fogueira de seu acampamento são excelentes, ou as músicas tocadas nos saloons das cidades. 

 O barulho das coisas também é fenomenal. O som do seu caminhar te coloca numa imersão fantástica. Perceber como muda o som ao pisar na lama, na terra, grama ou num chão de madeira. Como um assobio ecoa dentro de uma caverna mas tem comportamentos diferentes em outros ambientes. O som das armas e dos animais. Tudo isso foi feito com muito esmero e é possível perceber tanta qualidade. 

Detalhes e outras coisas

 Isso é algo que gostaria de falar aqui. Os detalhes em GTA V já nos deixaram boquiabertos. Em RDR isso foi levado a outra potência. A forma como ficamos sujos de lama se cairmos no chão, como ficamos sujos de poeira ou sangue, como a chuva se comporta e os animais também. Tudo isso é fenomenal e traz uma imersão inacreditável. 

Um detalhe em específico que agradou a muitos é a forma como seu cabelo e barba crescem. Em GTA V tínhamos algo parecido, ainda em fase inicial, mas aqui em RDR II isso também é elevado a outra potência e percebemos de fato o passar do tempo graças a esse aspecto. 

 Os acontecimentos que temos ao longo de nossas viagens, que não são missões secundárias também são excelentes. Encontramos pessoas feridas pelo caminho, que se à ajudarmos, as consequências de nosso ato irão refletir lá na frente. Ou quando tentam nos roubar ou só damos conselhos aos outros. É tudo feito com o máximo cuidado. 

 Online

 Seguindo o que se esperava após o sucesso de GTA Online, RDR também possuí seu próprio modo online. Confesso não ter jogado muito, mas ainda sim o suficiente para comentar sobre. Assim como no GTA você possui a opção de customização do personagem, que poderia ser mais abrangente, mais ainda sim bem legal.

O seu personagem possui história própria pro online e as missões te fazem se apegar ao personagem criado. É um modo extremamente divertido e que pode render boas horas a mais de gameplay após completar 100% no modo single player (o que imagino demorar e MUITO para acontecer). Creio que não fará o sucesso do supra citado GTA, mas que ainda sim será jogado por algum tempo por uma boa leva de jogadores.


 Veredito

 Red Dead Redemption II é fenomenal. Possui detalhes magníficos, um gráfico de encher os olhos e uma trilha para se parar e ouvir. Uma história que emociona mas que para alguns pode ser entediante em alguns momentos. RDR II é o meu jogo preferido e com certeza será lembrando como um dos principais jogos dessa geração e não é para menos. 

Isso quer dizer que eu recomendaria a qualquer um? Não. E isso toca diretamente no que eu disse no início. RDR II é uma obra prima do entretenimento, mas que não é para todos. É um jogo lento de se pegar ritmo, possuí uma história longa e cheia de detalhes. É uma trama complicada de se acompanhar e para muitos isso pode não agradar.

 RDR não é o tipo de jogo que você joga apenas meia hora dele e para por que já tem que dormir ou algo assim. RDR demanda tempo e dedicação, quase que como um ritual. É um jogo extremamente denso, com inúmeras camadas e que deve ser observado com calma. RDR II não deve ser jogado, RDR II deve ser vivido.



Talvez eu seja suspeito para falar de Battlefield, afinal, sou um fã de longa data da mesma, entretanto, mesmo deixando toda minha paixão de lado, BF1 consegue ser um dos melhores (se não "O" melhor) FPS's da atualidade. 

Confesso que quando anunciaram que o jogo se passaria durante a primeira guerra, fiquei com um pé atrás. Jogos de segunda guerra sempre fizeram muito sucesso e, guerras que se passam no presente igualmente (a série MW de COD que o diga), mas até então, eu não me recordava de nenhum jogo na primeira grande guerra...Talvez pelo fato dos combates em trincheiras e o começo da "indústria da guerra" não oferecerem lá um cenário de tanta ação. Mas que boa surpresa tivemos com este título da série.

 História 

Algo que devo dizer que me chamou bastante a atenção neste jogo foi como o modo história é contado. BF1 não optou por mostrar um único soldado no fronte de batalha, sendo herói de guerra. Battlefield 1 escolheu mostrar inúmeras "faces da guerra". Desde um ex motorista que virou piloto de tanque na guerra, passando por um exército rebelde nos desertos até um apostador e mentiroso que finge ser piloto de avião (e devo dizer que o modo como foi contando, deixando o fim em aberto me deixou extremamente contente). A história em certos momentos conseguiu até mesmo me tocar, quando por exemplo ela demonstra a crueldade da guerra. O quão visceral ela pode ser. Logo no começo jogamos com diversos soldados que supostamente morreram na guerra e, isso apenas mostra como somos "apenas mais um". Apesar de tudo o que foi dito, a história não é um primor de fato, mas ainda sim consegue divertir o jogador e servir muito bem para empolga-lo ao multiplayer. 


Multiplayer 

E por falar nisso, iremos tratar de onde a saga Battlefield realmente sempre brilhou. Desta vez temos 4 classes ao nosso dispor: Assalto, que fazem uso de Metralhadoras leves e shotgun's e é a classe mais efetiva contra veículos em todo o game. Suporte, que utilizam metralhadores pesadas e, como o próprio nome sugere, dão suporte ao time, com morteiros e caixas de munição. Os Médicos, que usam rifles (ótimos para iniciantes por sinal), vale ressaltar também que, o uso da seringa para reviver os oponentes está muito mais prático em relação aos desfibriladores das últimas versões. E por último, temos a classe de Batedor, que nada mais é do que a classe de Sniper do game. Os mapas estão gigantes (nos modos que permitem isto), como é de costume da saga e, para andar por esses mapas temos a disposição inúmeros veículos. Desde tanques leves, pesados, caminhões de artilharias, três tipos de aviões, motocicletas, carros e a novidade que faz jus ao tempo em que se passa o jogo: cavalos. Mas a maior adição sem dúvidas foram os veículos colossais, que permitem ao time de fato provocar uma virada no jogo graças a eles. Temos desde um Zepellin, um Trem Blindado e um Navio de Guerra, sem dúvidas, uma ótima adição.

 O multiplayer é de fato excelente, mesmo uma internet baixa, é possível jogar sem nenhum problema de conexão e manter o ping em ótimos valores. Entretanto, vale ressaltar a pouca variedade de mapas para quem não compra as demais DLC's que, para falar a verwdade não parecem valer a pena, tanto pelo preço, quanto pela pouca quantidade de pessoas jogando. Bugs não são tão difíceis de acontecer. Um recorrente, é quando você deseja trocar de classe no meio da partida e tanto as armas quanto o HUD simplesmente desaparecem, e isso pode prejudicar muito na jogatina, afinal, você fica sem nenhuma arma, mas podendo ser morto facilmente. Outro problema, mas não tão recorrente, é darmos o clássico spawn na frente de inimigos, assim morrendo facilmente. Vale lembrar também, que o "Levolution" que era utilizado no Battlefield 4, podendo causar uma enorme mudança no mapa, foi substituído pelo "Destruction", que como o nome sugere, da a possibilidade do jogador destruir (quase) todo o cenário e, que acaba dando mais imersividade ao jogador, ao ver crateras e os efeitos da guerra de fato.

Gráficos e Som

 O jogo esta simplesmente lindo. Tanto na parte visual quanto sonora. A engine utilizada em BF é a Frostbite, conhecida já por entusiastas, e de fato esta maravilhoso. A luz, as sombras, a qualidade das texturas, estão excelentes. Entretanto, vale ressaltar que a versão de XONE possui um pouco mais de blur em relação a versão de PS4. A versão de PC simplesmente dispensa qualquer comentário. Se desligarmos o HUG do game e jogarmos assim, não é difícil passar despercebido por alguns e acharem que se trata de algum documentário ou filme em Live Action. 



E o que podemos falar do som de BF? Se jogado com fones de ouvido, a experiência se torna tão imersiva quanto possível. No Multiplayer é possível ouvirmos as explosões ao fundo, barulho de aviões e tanques, tiros, gritos e afins, que mudam dependendo do terreno e etc. A trilha sonora do jogo também esta excelente e sem dúvidas não á pontos negativos nisto tudo. 

Considerações Finais

Battlefield 1 diversificou o cenário á qual todos nós já estávamos acostumados a esperar de jogos de guerra. A principio pode deixar alguns com o pé atrás, não encontrar tantos gadgets e afins no multiplayer ou até não encontrar tanto caos quanto em jogos do mesmo gênero, mas de outras eras. Mas BF1 é sem dúvida um ótimo jogo e, como já dito, provavelmente o melhor FPS da atualidade. Extremamente divertido, com uma ótima vida útil devido ao MP, é de fato um jogo que compensa o investimento feito.


Já começarei este texto, dizendo que talvez seja suspeito para falar desse jogo, uma vez que sou fã incondicional de Pro Wrestling (a famigerada Luta Libre) e também sou Pro Wrestler, mas justamente por isso que eu exija mais e critique com mais afinco este jogo. 

 Mas é bom dizer que serei imparcial nesta análise. Sou fã da franquia de jogos da WWE, jogo desde 2008 no saudoso PS2. De lá pra cá tivemos ótimos jogos, bons, regulares, ruins e péssimos jogos da franquia.

 A 2k vem fazendo um trabalho interessantíssimo com esta franquia e com certeza eles estão no caminho certo. WWE2K19 traz inúmeros modos de jogo e aprimora tudo aquilo que já é conhecido de players mais antigos. Apostam num "showcase" interessantíssimo e num modo carreira muito mais trabalhado.

Jogabilidade

 Talvez o ponto mais crucial num jogo deste estilo. A jogabilidade em WWE sempre foi boa, independente do jogo, entretanto, nada fácil. Demora um tempo para se acostumar com todos os comandos e até mesmo após boas horas de jogo é normal que você se depare com um comando que nem sabia que existia. Sim. São muitos comandos, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Ruim pois é necessário treino para ter alguma perícia no game, ao contrário de games como Street Fighter ou Mortal Kombat, que mesmo apenas apertando qualquer botão você consegue se virar e ter o mínimo de noção. Aqui ou você aprende os comandos ou não joga. Mas o bom de tudo isso é a realidade que trás ao jogo. Inúmeras chaves e variações de golpes, que dependem de sua posição e do inimigo, da arena, do local aonde estão e como estão...É tudo muito bom. A jogabilidade é um pouco pesada, meio lenta, masa nada que estresse o jogador.

Gráficos

Outro ponto a se discutir. Os gráficos são bons, os lutadores e suas roupas são fiéis a realidade, a arena e sua torcida receberam melhorias gráficas e te causam imersão de verdade, porém, ainda quero saber o que acontece que em jogos da WWE os cabelos são simplesmente horríveis, parecem um bando de papel crepom grudado na cabeça do personagem.

Os gráficos são bonitos, nada estupendo. Você consegue ver a musculatura do lutador trabalhando, sangue e suor escorrendo e isso merece palmas, mas para por ai. Apesar de tudo isso, os gráficos cumprem seu papel.

História

Aqui é um ponto interessante, pois este possui mais de um modo história. Temos o modo showcase de Daniel Bryan, que jogamos uma espécie de documentário mostrando toda a carreira do lutador na WWE, desde sua estréia, demissão, recontratação, sua aposentadoria e seu retorno triunfante. É um ótimo modo de jogo.

 E também temos o modo carreira, que é de fato o mais próximo de um modo história que temos, pois começamos criando nosso superstar e o acompanhando em sua jornada. Seu inicio no cenário independente (o famoso underground) até sua escalada ao topo. Temos opções de escolha e acompanhamos mais uma rotina e realidade de um lutador de fato. Até mesmo conseguimos nos apegar ao nosso personagem e odiar outros alheios.



Música e som

 Jogos da WWE nunca pecaram em sua trilha sonora. E isso pode ser o melhor ponto do game. Contamos com músicas famosas, desde Post Malone até Metallica. E a curiosidade que vale a citar, é que alguns wrestlers da WWE de fato que escolheram algumas músicas para compor o game. Sem contar que podemos ouvir trechos das entradas reais dos lutadores.

 O som está fantástico. O barulho dos golpes como socos e tapas, a torcida gritando e reagindo de acordo com cada golpe e momento. A narração. Tudo isso é ótimo e, se jogado com fones de ouvido melhor ainda para passarem a sensação de que você esta praticamente dentro da arena.

Modos de jogo e outras coisas

 Temos inúmeros modos de jogo, desde o carreira, showcase, ao Universe aonde criamos e controlamos shows a nossa escolha e vontade. Além do modo "Towers", recém adicionado e divulgado pelo lutador capa do jogo, AJ Styles. É um modo igual ao de Mortal Kombat, vamos enfrentando vários inimigos e se perdemos voltamos para o início. É bem divertido mas frustrante as vezes.

 E claro, temos os modos de combate, que são fenomenais, pois existe uma variedade grande de combates a serem escolhidos e dentro de cada tipo podem haver mais e mais variações. Possui uma boa leva de lutadores e pode ser aumentado ainda mais com o MyCreation e você criar seus lutadores ou até no modo online que você pode baixar as famosas CAW's, que são lutadores, arenas, títulos, shows e etc, que outros players criam.

 WWE2k19 ainda não é perfeito, tem lá seus defeitos, mas é um jogo extremamente divertido e pode ser ainda melhor em multiplayer. Possui uma boa variedade de modos de jogo e sem dúvida trará boas horas de diversão, porém, para pessoas que nunca jogaram um jogo da franquia, podem estranhar e até se frustrarem com o jogo devido a sua complexidade, mas em suma, é um jogo que vale a pena e uma franquia que esta no caminho certo.